Hoje ameaçado de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro não poderia imaginar que sua fala naquela época poderia carimbar como candidato a “ditador de plantão que queira roubar a liberdade do seu povo” seu guru na cena internacional, o ex-presidente Donald Trump.
Como Bolsonaro, Trump é acusado de ter incentivado um golpe de estado em seu país contra o resultado das urnas. Como o ex-presidente brasileiro, o norte-americano é um forte defensor da liberdade para vendas de armas à população.
Nos EUA, graça solta a teoria Bolsonaro-trumpista de que “povo armado jamais será escravizado”. Lá, há mais armas vendidas do que habitantes, são 40% das armas de uso individual em circulação no mundo todo.
O atirador, morto pelos seguranças do comício Republicano, aparentemente usou um fuzil AR-15. Atirou de uma distância entre 120 e 150 metros e acertou a orelha de Trump. Ou seja, errou seu provável alvo – o crânio – por milímetros.
Segundo o professor Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisa, Sofreram atentados (10): Andrew Jackson, 1835; Theodore Roosevelt, 1912; Franklin Delano Roosevelt, 1945; Harry Truman, 1950; Richard Nixon, 1974, Gerald Ford 1975, Jimmy Carter, 1979 e Ronald Reagan, 1981. E agora Donald Trump, 2024. Morreram (4) : Abraham Lincoln, 1865; James Garfield, 1881; William McKinley, 1901; John Kennedy, 1963.
Aqui no Brasil, o atirador certamente teria direito ao certificado de CAC (Colecionador, Atirador ou Caçador). Estaria inscrito entre os 600 mil que “podem comprar praticamente todo tipo de armamento”. Pronto para atingir qualquer um que escolhesse.
