“Pensei que era o último dia da minha vida”. Fantástico ouve passageiros feridos em turbulência severa
O aposentado Conrado Tomasini, de 67 anos, ficou só com os pés para fora. Estava dormindo quando tudo começou e, nas imagens gravadas após o incidente, aparece já no chão, perto da poltrona, com a camisa toda rasgada.
Repórter: Suas mãos estão feridas?
Conrado: Sim, e fiquei com algumas lesões nas costas também. Acordei batendo em alguma coisa. Quebrei o teto, quebrei canos que passavam lá dentro, tudo com as costas.
Conrado até se machucou pouco, considerando o que aconteceu no voo. Ele já tá em casa, em Montevidéu, mas, volta e meia, lembra de tudo o que passou quando estava dentro do avião.
“Gritos, gemidos, gente deitada. Foi assustador”, relembra.
A companhia aérea Air Europa transportava 325 passageiros. O bancário Rafael Perez era outro deles e também falou sobre os momentos tensos vividos na aeronave:
“Pensei que aquele era o último dia da minha vida. Estava despencando em uma velocidade impressionante, e vendo gente voando pelo avião”.
Por causa da turbulência severa, 30 pessoas se feriram e nove foram levadas a hospitais de Natal, no Rio Grande do Norte, onde foi feito o pouso de emergência. O casal uruguaio Carlos e Irene conversou com o repórter Kleber Teixeira ainda no quarto onde ela estava internada.
“É como se uma bomba tivesse caído. A primeira coisa que vejo é que minha esposa não estava ao meu lado. Eu a encontrei no chão com outro passageiro também caído”, conta o empresário Carlos Fleuerquin.
A enfermeira Irene Amoros Dorda, de 77 anos, fraturou oito costelas e falou do que viveu:
“Quando percebi, eu estava no chão, com coisas em cima: cobertores, gente, tudo. Meu marido me ajudou a levantar e me sentou. As pessoas reclamavam, choravam. Tudo isso foi terrível”.
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