Vibra Energia e D Energy Brasil fecharam parceria para fornecimento de produtos químicos e serviços para perfuração e completação de poços offshore de petróleo e gás na planta de fluidos e granéis sólidos recentemente instalada no terminal Green Port (grupo Mac Laren), em Ponta D’areia, Niterói.
A parceria marca o retorno da Vibra ao segmento de produtos químicos para perfuração, que contará com a expertise da D Energy na operação de sua planta de fluidos portuários.
A planta, que iniciou operações nesta sexta-feira (15), tem capacidade para produzir e bombear 30 mil barris de fluidos e 2 mil toneladas de granéis sólidos por mês para clientes no Brasil, nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.
Fusões e aquisições
O número de fusões e aquisições no setor de petróleo e gás do Brasil diminuiu quase 60% em 2023, segundo a KPMG.
A consultoria identificou 16 operações no período, ante 28 no ano anterior.
“Houve muita atividade de fusões e aquisições onshore e em águas rasas em 2022, o que não se repetiu em 2023”, disse à BNamericas o head de infraestrutura e energia e recursos naturais da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
No ano passado, a Petrobras praticamente interrompeu seu programa de desinvestimentos, o que possivelmente afetou o número de transações no período, segundo avaliação da BNamericas.
Em notícias relacionadas, o setor de energia e recursos naturais do Brasil registrou 104 fusões e aquisições em 2023, superando as 101 transações em 2022, segundo a KPMG.
“A atratividade do mercado brasileiro de energia e recursos naturais destaca sua importância estratégica para o desenvolvimento econômico do país. Os resultados desse estudo, além de confirmar a solidez do setor, apontam para um futuro repleto de oportunidades de investimento e crescimento”, afirmou Anderson Dutra, sócio-líder da KPMG em energia e recursos naturais no Brasil, em comunicado à imprensa.
OT Gás Nordeste
O grupo Edson Queiroz (GEQ), a Oiltanking Logística Brasil, do grupo Otamerica (OTLB), e a Copa Energia formalizaram parceria para a criação da OT Gás Nordeste (OTGN), com sede na cidade de Ipojuca, em Pernambuco.
A nova empresa será responsável pelo desenvolvimento, construção e operação de um terminal greenfield com capacidade de 120 mil m³ para armazenamento refrigerado de gás liquefeito de petróleo (GLP) no porto de Suape, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão (US$ 240 mi).
A criação da joint venture entre GEQ (42,5%), OTLB (42,5%) e Copa Energia (15%) foi previamente aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Processamento de gás da Petrobras
A Petrobras atingiu a média diária de 25,3 bilhões de m³ de processamento de gás natural do pré-sal da bacia de Santos em 2023, superando o recorde anterior em cerca de 200 mil m³/d, registrado em 2022.
O gás do pré-sal é processado nas unidades de Caraguatatuba (UTGCA), em São Paulo; e Macaé (UTGCAB), no Rio de Janeiro.
Segundo a estatal, as melhorias no aproveitamento dos ativos de processamento de gás natural contribuíram “decisivamente” para o aumento da produção.
De acordo com o plano estratégico 2024-28 da Petrobras, o gasoduto Rota 3 entrará em operação ainda este ano, com uma planta de processamento com capacidade de 21 MMm³/d (milhões de metros cúbicos por dia) e um gasoduto com capacidade de 18 MMm³/d.
Fundo para mudanças climáticas
O comitê gestor do Fundo Nacional para Mudanças Climáticas (Fundo Clima) aprovou o relatório 2023 e o plano de aplicação de recursos para financiar projetos de desenvolvimento sustentável no país, segundo o BNDES.
Ao todo, serão disponibilizados R$ 10,4 bilhões para financiar projetos do setor público, de empresas privadas e de terceiros em seis áreas prioritárias: desenvolvimento urbano resiliente e sustentável; indústria verde; logística de transportes, transportes públicos e mobilidade verde; transição energética (geração solar e eólica, biomassa, eficiência energética, entre outros); florestas nativas e recursos hídricos; e serviços verdes e inovação.
Centro de Pesquisa
O centro de pesquisas Lactec inaugurou o Laboratório de Energia das Ondas e Marés (LEOM) em Curitiba, no Paraná.
O objetivo do LEOM é analisar a funcionalidade, viabilidade técnica e econômica, além de eficiência energética de sistemas que absorvem e convertem energia das ondas em eletricidade.
Como parte do programa de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto foi desenvolvido pelo Lactec em parceria com a Hidrobombas Engenharia e a Global Participações em Energia.
Raízen Power
A Raízen Power assinou novo acordo com a 99 para “democratizar” e acelerar a eletrificação de frotas por meio de transporte baseado em aplicativos.
A nova parceria reforça a oferta nos hubs de rede Shell Recharge, dedicados a motoristas parceiros da 99 em regiões estratégicas alinhadas aos planos de eletrificação das empresas.
Além de uma tarifa especial, todos os motoristas parceiros da 99 que possuem carros elétricos terão 20% de pontos de recarga exclusivos em hubs selecionados da rede Shell Recharge, os quais serão instalados dentro de três anos.
A Raízen Power é a marca dedicada às soluções de eletricidade renovável da Raízen e licenciada da marca Shell Recharge no Brasil, Argentina e Paraguai.
AçoZero
O Instituto E+Transição Energética assinou um memorando de entendimento para se tornar parceiro da campanha SteelZero no Brasil.
SteelZero é uma iniciativa global que faz parte do Climate Group e reúne organizações para acelerar a transição do setor siderúrgico para a neutralidade em termos de emissões de gases de efeito estufa.
Por meio da parceria, o think tank brasileiro divulgará informações sobre a atuação da organização no país, com foco em setores com alto consumo de aço, como empresas dos segmentos de construção, eletrodomésticos e equipamentos industriais.
As empresas que participam no SteelZero comprometem-se a comprar aço com emissões líquidas zero para 100% das suas necessidades até 2050. Também assumem um compromisso intermédio de comprar e utilizar aço com baixas emissões para cobrir 50% da sua demanda até 2030.
Gold Standard
O projeto de créditos de carbono da Orizon Valorização de Resíduos, denominado Ecoparque João Pessoa, conquistou o Gold Standard, mecanismo reconhecido mundialmente por seus critérios de elegibilidade, os quais incluem qualidade, integridade e cumprimento de benefícios socioambientais.
Marco de reutilização de resíduos
A operadora de plataformas de perfuração offshore Foresea alcançou um feito inédito no mercado brasileiro de petróleo e gás ao reaproveitar 100% dos resíduos gerados em suas operações marítimas e onshore.
O plano de redução a zero de resíduos enviados para aterros foi traçado em 2019, quando a então unidade de negócio de perfuração que deu origem à empresa adotou o projeto Aterro Zero como parte de sua estratégia ESG.
