“O governo do estado do Rio não admite nenhum tipo de comportamento preconceituoso de qualquer ordem”, diz a nota. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância está colaborando com a investigação.
A abordagem policial foi feita a um grupo de quatro adolescentes, três deles negros, filhos de diplomatas do Gabão, Burkina Faso e Canadá. A ação foi registrada por câmeras de segurança e as imagens se espalharam pelas redes. O caso gerou grande repercussão, levando a uma investigação por conduta inadequada e possível racismo.
As imagens mostram dois policiais militares abordando os adolescentes, de 13 e 14 anos, com armas em punho. Os jovens estavam de férias e foram abordados ao voltar para o apartamento da família de um deles, no bairro de Ipanema.
A mãe de um dos jovens criticou a abordagem truculenta, destacando o racismo envolvido na ação. Em seu testemunho, o filho da mulher, que é branco, diz que os policiais apontaram armas para as cabeças dos outros jovens, negros, e os trataram com truculência.
Após formalizar um pedido de desculpas, o Itamaraty exigiu do governo do estado do Rio uma explicação e uma conduta exemplar para responsabilizar os policiais envolvidos. O governo do estado do Rio repudiou a ação dos policiais e informou que fornecerá todos os esclarecimentos ao Itamaraty.
Os policiais estão sendo investigados por injúria racial pelas delegacias de atendimento ao turista e de crimes raciais. Testemunhas e adolescentes já foram ouvidos. Os policiais pertencem à UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do Morro do Vidigal.
